
Me puxe os cabelos
E os pelos
E não dê ouvidos
Aos meus apelos
Me ame sem desvelo
Sem cuidados
Sem medos
Não sou de cristal
Arranhe-me a pela nua
Branca e crua
Onde todo a luxuria Insinua
Onde todo bem
É também mal
Coma-me sem cerimônia
Te comerei sem parcimônia
Com toda a fome
Que é nosso natural
Devora-me noite adentro
Deixa-me estar no centro
Do teu cio animal
E quando os nossos desejos lascivos
Estiverem saciados
E nossos corpos exaustos de se dar
Ante o gozo merecido
Joguemos nossos corpos exauridos
Sobre o campo de batalha
Antes que o dia corte nosso sonho
Como navalha
E nos torne dois desconhecidos
© Varley

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7 comentários:
MEu querido e doce poeta!
O erotismo na tua poesia é também uma navalha a dilacerar fantasias e desejos numa explosão de puro êxtase!
Um beijo
(Andas sumido heim!)
Caro Poeta Varley lindo poema!
Porém é lamentável, que outras pessoas que se dizem poetas, copiem, parte de seus poemas, assinando como se fossem seus.
Que falta de imaginação, que falta de ética, é muito fácil se servir de outros talentos para atingier o seu sucesso pessoal...
Lamento profundamente, que isso esteja acontecendo no meio artísco.
É a opinião de um fã seu...
Retificando (em tempo):
Lamento profundamente, que isso esteja acontecendo no meio artístico.
"Como navalha"Uma poesia erotica que descreve o amor carnal, como deve ser com luxuria,ciu animal,desejos da carne.O que é o amor se não o erotico, animal,lascivo....Tem que ser completo.Sua poesia é linda real.O amor envolve sentimentos nobres e erotismo se não, não é o verdadeiro amor.Linda poesia....
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