domingo, 25 de fevereiro de 2007

“Como navalha”



Me puxe os cabelos
E os pelos
E não dê ouvidos
Aos meus apelos

Me ame sem desvelo
Sem cuidados
Sem medos
Não sou de cristal

Arranhe-me a pela nua
Branca e crua
Onde todo a luxuria Insinua

Onde todo bem
É também mal

Coma-me sem cerimônia
Te comerei sem parcimônia
Com toda a fome
Que é nosso natural

Devora-me noite adentro
Deixa-me estar no centro
Do teu cio animal

E quando os nossos desejos lascivos
Estiverem saciados
E nossos corpos exaustos de se dar
Ante o gozo merecido

Joguemos nossos corpos exauridos
Sobre o campo de batalha
Antes que o dia corte nosso sonho
Como navalha
E nos torne dois desconhecidos

© Varley

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7 comentários:

Anônimo disse...

MEu querido e doce poeta!
O erotismo na tua poesia é também uma navalha a dilacerar fantasias e desejos numa explosão de puro êxtase!
Um beijo
(Andas sumido heim!)

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Caro Poeta Varley lindo poema!

Porém é lamentável, que outras pessoas que se dizem poetas, copiem, parte de seus poemas, assinando como se fossem seus.
Que falta de imaginação, que falta de ética, é muito fácil se servir de outros talentos para atingier o seu sucesso pessoal...

Lamento profundamente, que isso esteja acontecendo no meio artísco.

É a opinião de um fã seu...

Anônimo disse...

Retificando (em tempo):

Lamento profundamente, que isso esteja acontecendo no meio artístico.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

"Como navalha"Uma poesia erotica que descreve o amor carnal, como deve ser com luxuria,ciu animal,desejos da carne.O que é o amor se não o erotico, animal,lascivo....Tem que ser completo.Sua poesia é linda real.O amor envolve sentimentos nobres e erotismo se não, não é o verdadeiro amor.Linda poesia....