quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saudade

Quando estou sentido a angustia
Que toda ausência traz
Beijo na memória
Os lábios que não me beijam mais
Amo o corpo que outrora me entreguei
Quanto estou sentido a angustia
Que toda ausência traz
Choro de saudade
Por aquela a quem tanto amei

Varley
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Florbela

Era tarde da noite
Madrugada fria
Na cama uma insônia
A segurar o livro que eu lia
No pensamento um vôo
Cheio de poesia
E minhas mãos sentido o peso
Que Florbela tinha

Varley

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Provas


Eu sou um território de ausências
Meu coração é um gueto
Meus olhos não vêem o tempo
Minhas mãos não tateiam a dor
Eu sou um vão vazio
Meus cabelos teem a cor da lua das manhãs
Minhas faces estéreis teem sulcos
Erosão do tempo
Em mim, cada dia uma ferida aberta
Meu passado um túmulo inviolável
Meus amores!... Ah meus amores!
Ainda guardo-os como jóias
Nas gavetas da minha memória
Como provas de que existi

Varley
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Sólidão

"O pior de ter dor de cabeça, é não ter ninguem para negar sexo"

Ouvi isso de uma mulher solitária