sábado, 3 de julho de 2010

Em qual esquina ficou meu verso derramado
Em que muro grafitei meu desejo
Em que corpo escrevi vida
Entre gemidos de prazer e doces beijos


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Amor

Amor, com amor se apaga
Razão irmã da loucura
Dúbia certeza vaga
Certa duvida pura

Amor, com amor se paga
Chaga que quem a faz, a cura
Mão que bate e afaga
Tudo promete tudo jura

Amor, maldito e querido
Amor, saudoso e banido
Amor




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“História de um poeta”

Sempre o via passar pela rua dos poetas
E nas esquinas incompletas
Se embriagar de saudade e insensatez
Lá ele bebia tanta dor
Ao lembrar de um louco amor
Que lentamente sua poesia se desfez

Perambulava pela madrugada
Cambaleando pelas calçadas
Buscando um corpo como cais
E se entregava à revelia
Ao bel prazer do que bebia
Sem esquece os abraços que não tinha mais

Sempre o via chegar pelas manhãs, quieto
Trazendo um sol incompleto
Cheirando bebida e desilusão
Jogava o branco paletó de linho
E o corpo amarrotado pelo descarinho
No frio e empoeirado chão

Quando a tarde já se avizinhava
E ele lentamente levantava
O corpo exaurido pela boemia
Lavava o rosto enxovalhado
Comia um pouco do alimento guardado
Sem sentir o gosto do que comia

Voltava a deitar e novamente adormecia
E sonhava com os beijos que um dia
Recebera de um alguém
A noite logo o despertava
E ele recomposto se entregava
Pelas esquinas aos lábios de ninguém

Um dia, o vi cair na sarjeta
De braços dados com uma ninfeta
Que cheirava a bebida também
E lá ficou por toda noite
A sofrer da madrugada o açoite
Encoberto pela solidão que a noite tem

Nunca mais vi aquele poeta
Que teve uma história repleta
De dor e desilusão
Ele que teve uma vida conturbada
Preferiu a solidão da madrugada
Onde se perdia entre os copos de então

Parece sina de todo poeta que ama
Uma vida incompleta tal qual chama
Que lentamente se esmaece
Espelho meu, que espelha
Essa chama, essa centelha
Afasta deste teu poeta o amor que não floresce





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No sé cúantas veces al espejo pregunté
En donde esta el amor que yo soné

Quem de nós dois - Ana Carolina

"Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada...
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida"

A razão não explica o amor



Eu quis tanto entender seus motivos
Mas aprendi tarde demais
Que compreender é esquecer de amar
A razão não explicará o amor jamais

Eu quis tanto que você me amasse
Pelo amor que tanto te ofertei
E me perdi tentando entender o seu jeito de amar
Mas a razão não explica o amor, agora sei

Eu quis tanto te amar além do que eu podia
E por algum momento de fato te amei assim
E quase enlouqueci nesse meu impossível amor
Mas a razão quis premeditar o terrível fim

Eu quis muito, e ainda quero tanto
Porque ficar sem teu amor muito me dói
Se for preciso subverter a razão
Quero viver essa loucura que meu coração corrói

Eu quis tanto e ainda quero muito
Que esse nosso louco amor tenha sobrevida
Vou aceitar a loucura de te amar
Mesmo que minha razão fique dividida

Eu quis tanto e agora quero ainda mais
Dizer chega a toda e qualquer razão
Te tomar nos braços e te amar
Como quer meu corpo e meu coração




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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ser criança

Hoje, uma criança nos meus braços, me fez desadultecer
Eu me sentei no chão com ela e me pus a sonhar
Suas mãozinhas pequeninas, sua pelezinha macia
E aqueles lindos olhinhos que não sabiam da maldade do mundo
Me fitando, me mostravam a beleza daquela alma ingênua
Hoje, lembrei-me dos meus filhos na idade das fraldas
E perguntei-me: Por que crescem os filhos?
Sem resposta alguma que me impedisse a saudade
Voltei a curtir o pequenino que sentado no chão comigo
Me fazia sorrir o mesmo riso de outrora
Me fazia sentir quão lindo é o ser criança

Agora

Agora quero um amor para mim
um amor que me beije verdades
um amor que pronuncie meu nome
na hora do gozo entre gemidos de puro prazer

Agora quero um amor para mim
um amor que me ame verdades
um amor que me dê mais vida
uma vida pequenininha que me faria desadultecer



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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Melhor...



Melhor que você em mim não tivesse existido
Melhor que nada disso tivesse ocorrido
Entre nós dois
Se eu pudesse prever esse fim
Se eu conseguisse te tirar fácil de mim
Aceitaria resignado o que teu silêncio propôs

Melhor, bem melhor seria pra ambos
Melhor do que ver tudo em escombros
E esse fim premeditado
Se eu pudesse não mais sonhar
Se meu coração não insistisse em te amar
Seria fácil te deixar de lado

Melhor que a minha memória não guardasse teu sorriso
Melhor que meu corpo não gritasse que do teu preciso
Em mim não haveria tanta tristeza
Se eu pudesse te esquecer
Se eu desistisse de te querer
Eu não viveria tanta incerteza



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Labaredas

Eu quero arder nas labaredas
De uma paixão verdadeira
E que nada apague esse fogo
Que há de me consumir
Nas noites ávidas por luxuria
Quando um frio orvalha desejos
E nalgum ponto do corpo dessa paixão
Hei de saciar a infinidade da minha carência




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*As melhores frases dos piores alunos*

*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.*
(claro! Com o peso demorou 100 anos para subir o monte !!!)

*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje*
(a Futura é particularmente estudada pela "Maya" certamente)

*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.*
(nada mal pensado. Somos uma máquina fotográfica em potência e em funcionamento contínuo)

*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes! *
(acho que faltam os Azuis!!Ah, mas esses com o apito dourado andam em fuga)

*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.*
(entende-se agora a prestação de Portugal nos jogos olimpicos!!!)

*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.*
(Assim de momento acho que hoje em dia basta verificar se o coração parou ou se respira... quer dizer... digo eu... mas pelo sim pelo não que se faça o teste do carbono 14, se os gajos do CSI descobrem uiui)

*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0*
(E antes foi o Pedro -1, já agora)

*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.*
(São uns chatos os velhos! Se o Socras topa o "jogo" deles...)

*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.*
(não consigo encontrar melhor definição)

*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.*
(exactamente, principalmente o Stalone)

*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.*
(atenção, não tentem fazer isto em casa, pode ser perigoso... pelo menos complicado é! Pelo sim pelo não peçam esclarecimentos ao futuro professor catedrático de análise matemática)

*A água tem uma cor inodora.*
(pois... eu também gosto muito dessa cor)

*O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.*
(o tipo deve ser "espião" da vizinhança, sinceramente... já ninguém quer aderir ao MEO...Será que com o telescópio conseguiu ver a grande penalidade fora da área?!)

*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.*
(obviamente que sim. Tinha algum jeito o contrário, e aposto que foi um alentejano que teve essa brilhante ideia)

*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.*
(é isso! Ao nascerem podem escolher... viva a liberdade de escolha!)

*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.*
(Racista... só os fabricados na China é que são bons não?!)

*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.*
(todos os dias me cruzo com baleias ao atravessar o rio, é tão giro)

*Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.*
(tal qual como quem escreveu isto, digo eu... cheia de esperança!!)

*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.*
(questão para se perguntar... quantos planetas tem o mundo?)

*Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!*
(é claro. Caso contrário ficava vazio depois de passar. Deve ser uma forma de o encontrarem)

*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado. *
(aí não há dúvida nenhuma)

Eu só preciso de tempo

quarta-feira, 30 de junho de 2010

E por falar em saudade

E por falar em saudade
Me diz um pouco da verdade
Que teu coração tanto me escondeu

Quando fingias me amar
Querendo me fazer acreditar
Que teus beijos eram só meus

Hoje, que sei que outras bocas beija
E sei lá quantas ainda deseja
Beijar

Te confesso sinto saudade
Das deliciosas inverdades
Que tanto me fizestes acreditar

Saudades te confesso que sinto
E tu sabes bem que não minto
Que te falo com o coração

Eu que muito me deixei levar
E de tanto acreditar
Acabei vitima da desilusão

Fazer o que se teus lábios não são mais meus
Se teu silêncio me gritou tanto adeus
E tanto eu não quis aceitar

Agora me dou por vencido
Estou completamente decidido
A não mais amar



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A minha solidão

A minha solidão já não me pesa tanto

Em mim onde outrora havia pranto

Hoje, uma nesga de aceitação

Calado sem sair do canto

Sinto uma brisa de desencanto

Me lembrar desilusão



Mas, sei que uma hora essa brisa passa

Como nuvem que se esgarça

E precipita sobre o chão

Daqui a pouco não sentirei peso algum

E em breve não haverá orvalho nenhum

Que desencante meu coração



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terça-feira, 29 de junho de 2010

Já não somos os mesmos

Já não somos os mesmo de antes
Já não vive em nós aquele amor
Agora esperamos sob o véu da descrença
Sofrendo de ausência sem muita dor

Já não nos descem lágrimas sentidas
Já não nos abate com força a solidão
E as lembranças do tempo vivido
Lentas se esmaecem em nosso coração

O que fazer se prevalece o silêncio
Se nos cala qualquer desejo de reação
Dia a dia seguimos esta certeza
Embalados por essa fatídica desilusão

Só nos resta seguir nossas vidas
Tentando de fato esquecer
O que outrora viveu em nós
E que lento morre em mim em você

Meu desejo é que você seja feliz
Penso que desejas o mesmo para mim
E para que não fique nenhuma cicatriz
Quero que nossa amizade não tenha fim

Te amei como nunca antes amei alguém
Nem imaginei que podia amar tanto
Nem sei o que nos aconteceu
Que transformou nossa alegria em pranto




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domingo, 27 de junho de 2010

Coração vazio

E súbito, meu coração parece vazio
No pensamento uma tristeza fria
No corpo um palpitar, um arrepio
E uma incerteza que eu não queria

Agora o fardo da saudade me pesa
Lembranças talhadas na alma minha
Tanta lágrima presa
E essa dor que eu tanto temia

Não sei se fico a lamentar parado no meu canto
Ou se tento sair desse pântano
Onde me encontro perdido assim

Não sei se beijo outras bocas
Se vou atrás de viver outras tardes loucas
Como as tardes que não saem de mim




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Eu sou mesmo assim,
essa completa contradição,
vivo desperto querendo como louco viver um sonho
e tendo pesadelos com a desilusão

sábado, 26 de junho de 2010

Esperar em Deus é o melhor que tenho a fazer

Mais um fado no fado (Júlio de Sousa)

Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada...
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada.

Eu sei que me queres bem,
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito.
Mas eu não vejo ninguém,
Porque não quero mais dores
Nem mais baton no meu leito.

Nem beijos que não são teus,
Nem perfumes duvidosos,
Nem carícias perturbantes,
E nem infernos nem céus,
Nem sol nos dias chuvosos,
Porque inda somos amantes.

Mas Deus quer mais sofrimento,
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado...
Mais requintado tormento,
Mais velhice, mais desgosto,
E mais um fado no fado.
O que fazer quando essa saudade morde com a força de um pitbull, quem como eu que não foi vacinado contra a raiva? Me desesperar? penso que não, melhor será tentar sarar a dor e o sangue que escorre, lavando o ferimento com um bom vinho tinto e esperar que o tempo cicatrize toda desilusão. Chorar? melhor não! não me adiantaria nada, apenas iria me fazer sentir pena de mim, e isso é pior que tudo.